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Velha estampa na parede,
a toalha do jantar
Na fumaça um anjo negro
vai chegar
Por traz da veneziana,
a cigana me falar
Que um inferno monstruoso
vai entrar

Mas se o astro vagabundo
na verdade vai chegar
Não quero ver
o fim do mundo
Vou dormir em seu jardim

(R.Fagner & Fausto Nilo)





















































Sexta-feira, Fevereiro 23, 2007


Ceará - Novos Tempos

Uma das primeiras iniciativas de um novo governo é criar um logotipo que identifique a sua gestão. Esse logotipo é usado em documentos oficiais, cartazes de obras, etc., como marca registrada daquela gestão. Mas, aqui no Ceará o novo governador, Cid Gomes, resolveu inovar: em vez de encomendar um logotipo, ele resolveu mudar o Brasão do Estado, que figura também no centro da nossa bandeira.

Veja e compare os dois Brasões, o primeiro é o antigo e o segundo é o novo:


A jangada continua, o sol também. O coqueiro foi substituído pela carnaúba, o farol saiu da praia e foi para o meio do mar. A praia diminuiu cedendo espaço para o sertão e também pras florestas. O pássaro agora está dentro da paisagem, deixando um espaço vazio no lado superior direito, e o número de estrelas diminuiu...

Pessoalmente, eu prefiro o desenho antigo, mas isso não é o mais importante.

Será legítimo, mesmo sendo legal, mudar assim os nossos símbolos, da noite pro dia, sem sequer avisar ao povo...? Quase ninguém por aqui tomou conhecimento dessa mudança. E se isso vira moda?!

Neste link, no site do Governo do Estado, está a "Proposta de Mudança".


Quarta-feira, Fevereiro 21, 2007


Começando o "ano" nesta quarta feira de cinzas, começo também um novo blog, que graças, como sempre, à minha amiga Pulguinh@, está lindão!

O nome, "astro vagabundo" é uma referência à música, cuja letra está aí do lado esquerdo, na descrição do blog, que cantada pelo Ednardo, pelo Fagner ou pelo Belchior, me transporta pros anos 70 em Fortaleza, "anos dourados" pra quem os viveu aqui na "terra do sol".

Mas esta música, além de boas lembranças, me desperta uma sensação meio inexplicável de esperança e consolo, quando, no último verso o poeta diz "não quero ver o fim do mundo, vou dormir em teu jardim"... Este jardim é o meu lar, minha família e também meus amigos, é o "porto seguro" onde me abrigo quando leio as notícias de violência, impunidade e corrupção que assolam nosso país e que, parecem anunciar "o fim do mundo", do "nosso mundo", do nosso Brasil...

Ainda tenho esperança, por isso recomeço!


Terça-feira, Fevereiro 06, 2007