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Velha estampa na parede,
a toalha do jantar
Na fumaça um anjo negro
vai chegar
Por traz da veneziana,
a cigana me falar
Que um inferno monstruoso
vai entrar

Mas se o astro vagabundo
na verdade vai chegar
Não quero ver
o fim do mundo
Vou dormir em seu jardim

(R.Fagner & Fausto Nilo)























































Segunda-feira, Junho 11, 2007


Menino de Rua

Patativa do Assaré

Menino de rua, garoto
indigente, infante carente,
não sabe aonde vai.

Menino de rua, assim
maltrapilho, de quem tu és
filho, onde anda teu pai?

Tu vagas incerto, não achas
abrigo, exposto ao perigo de
um drama de horror.

É sobre a sarjeta que dorme
teu sono, num grande
abandono não tem protetor.

Meu Deus, que tristeza, que
vida esta tua, menino de rua,
tu andas em vão.

Ninguém te conhece nem sabe
o teu nome, com frio e com
fome, sem roupa e sem pão.

Ao léu do desprezo, dormes
ao relento, o teu sofrimento
não posso julgar.

Ninguém te auxilia, ninguém
te consola, cadê tua escola,
teus pais e teu lar?